quarta-feira, 7 de março de 2012

Nova maneira de viajar: hospede-se em mansões!

A mansão Le Manoir des Labbés, na Normandia, possui cinco quartos decorados com antiguidades e móveis do século 19


Uma semana em cobertura de luxo na Avenue Montaigne, em Paris, sai por US$ 20 mil na Paris Luxury Rentals

Brand e Alpbach são vilarejos austríacos alugados pela Rent a Village a empresas. Uma noite, para 150 pessoas, pode 65 mil euros

Magnolia-Acacia: apartamento de três quartos em prédio do século 18, na Île Saint-Louis. Aluguel: US$ 6.700 por semana (Guest Apartment)

Casa Miramar, na paradisíaca praia mexicana de Los Cabos, que faz parte do cardápio de casas do Residence Club da Abercrombie & Kent

Cobertura de decoração moderna por US$ 6 mil num dos mais belos bairros de Paris, o Marais. Aluguel pela Paris Luxury Rentals

Cobertura na Avenue Montaigne, em Paris, decorada com móveis do século 18 (Paris Luxury Rentals)
Para quem vive em pequenas (ou grandes) mansões, ter que se acomodar nos cerca de 100 m² de uma suíte de hotel, como um turista qualquer, mesmo com toda pompa, mimo e sofisticação das refinadas bandeiras hoteleiras, pode não ser o mais indicado para um momento de relax. Até, porque, esse público prefere se amalgamar aos locais ou se refugiar em algum lugar distante do burburinho urbano, para chamar pouca atenção. Por isso uma prática que vem sendo adotada por abonados, principalmente americanos e europeus, é o aluguel de propriedades ou até mesmo vilarejos inteiros, que reúnem os serviços de um hotel com a privacidade de uma morada.
De olho nessa nova maneira de viajar, principalmente em família, os próprios empreendimentos hoteleiros começaram a investir em “residence clubs”. Seus sócios, em vez de braçadas ou raquetadas em piscinas e quadras, usufruem do privilégio de morar, por algumas semanas a cada ano, em belíssimas propriedades decoradas com todo o luxo e o conforto que os clientes premium exigem. Como faz o grupo hoteleiro Ritz-Carlton, que oferece casas e apartamentos temporários nas cidades de Nova YorkVailMontreal e Cingapura, entre outros destinos, e a Abercrombie & Kent, uma das mais conhecidas e maiores agências de viagens de luxo do mundo. 
O leque de opções de propriedades é bem amplo. Tem para todos os gostos e estilos: modernos, clássicos, românticos, para enófilos ou amantes das artes. A imobiliária inglesa The Wow House Company disponibiliza, por exemplo, desde um portentoso castelo na região britânica da Cornuália (a partir de US$ 4.300 por duas noites) até um aconchegante chalé na charmosa estação de esqui francesa Courchevel (cerca de US$ 30 mil por uma semana). Uma vez instalada a família ou o grupo de amigos viajantes pode-se contratar os serviços de camareira, chef de cozinha, babá e motorista, entre outros (alguns aluguéis já incluem o serviço de arrumação da casa).
Basicamente, o interessado em alugar uma casa em Los Cabos (México) ou uma vila na Toscana, Itália, entra em contato com as empresas que administram esses imóveis e checam a disponibilidade. Paga-se um aluguel que varia de US$ 2.200 a US$ 20 mil por semana (há opções por dia e por mês também) e, na maioria dos casos, uma taxa, caução, referente a um seguro, de garantia caso algo aconteça com a propriedade. 

“Na The Wow House Company a taxa de seguro é fixa, de 1.000 libras. Mas, em geral, o mercado cobra 30% do valor do aluguel", explica Meredith Thomas, representante da imobiliária.

Seja vizinho do Chico Buarque
Através dos serviços da francesa Gues Apartment é possível gozar do privilégio de ser um dos cerca de 2 mil moradores da charmosa e seleta Île Saint-Louis, em Paris, endereço da cultuada chocolateria e sorveteria Berthillon e de Chico Buarque quando fica na capital francesa, por aproximadamente US$ 6.700 a semana. Esse é o valor do aluguel de um aconchegante apartamento para seis pessoas, com direito a sacada com vista para a catedral de Notre Dame.
Ser quase vizinho da exuberante Torre Eiffel custa um pouco mais caro, US$ 7.400. O valor, aplicado pela Paris Luxury Rentals, corresponde ao aluguel por uma semana de uma verdadeira mansão suspensa, localizada num prédio do século 18, toda decorada, com banheiros de mármore e equipada com modernas aparelhagens de áudio, vídeo e internet. O único inconveniente é que muitas imobiliárias possuem regras nada flexíveis em relação a animais e até mesmo ao uso de cigarro nas casas e apartamentos.
Clube de casas
Nos “residence clubs” o sistema de locação é diferente. Não se paga aluguel, mas é preciso se associar, pagando uma taxa de entrada no clube e uma anuidade. A Abercrombie & Kent, que lançou o serviço há pouco mais de um ano, cobra a partir de US$ 145 mil para se associar e US$ 17 mil por anuidade (esses valores correspondem a 15 dias de usufruto por ano, em qualquer propriedade, das mais de 40 disponibilizadas pelo clube).

Já no Ritz-Carlton é possível adquirir o direito de usufruir das mais de 30 mansões e propriedades espalhadas pelos EUA, México, Europa, Oriente Médio e Ásia por cerca de US$ 100 mil, de taxa de entrada. Cada associado tem, em média, direito a uma cota de 35 dias por ano, que pode ser utilizada ao longo dos 12 meses.
Os clubes de residências oferecem, além dos mesmos serviços domésticos mais comuns, também mordomo, motorista, jardineiro e chef de cozinha. É possível solicitar que a despensa e a(s) geladeira(s) da casa sejam abastecidas de acordo com as preferências do sócio.
"Todo associado tem direito a um assistente, que irá preparar a casa para recebê-lo com sua família e amigos. Além de abastecer despensa e geladeira, ele pode providenciar reservas em restaurantes e casas de espetáculos da região onde está localizado o imóvel", explica o africano radicado em Londres Geoffrey Kent, CEO da A&K, que já demonstra interesse em incluir uma casa ou apartamento do litoral brasileiro no cardápio de opções de sua agência. "A cidade do Rio nos interessa bastante. Mas também estamos de olho em imóveis em Angra do Reis, Búzios e Trancoso, na Bahia", afirma o empresário. 
Apesar desse interesse da A&K pelo Brasil, entre os agentes imobiliários que atuam nesse mercado há mais tempo é unânime a percepção de que o cliente brasileiro ainda não descobriu essa nova modalidade de lazer. "Os poucos brasileiros que já atendemos eram moradores da Europa. Americanos, australianos e europeus são nossos maiores clientes", diz Meredith.
Alugue uma cidade inteira 
Uma outra modalidade que virou tendência de turismo, só que entre as empresas europeias, é o aluguel de pequenos vilarejos para convenções e encontros de executivos. A Rent a Village é especializada nesse serviço e tem no seu catálogo de opções 10 vilas para serem alugadas em sua totalidade na Alemanha, Áustria e Suíça. "Cobramos de entre 250 euros e 450 euros por pessoa, por dia, e organizamos todas as atividades dos encontros. Desde a recepção dos participantes até as atividades de socialização, entre outras", explica Karl Schwärzler, arquiteto e CEO da Rent a Village.

A empresa causou frisson quando anunciou o aluguel do afamado Lichenstein, o menor principado do mundo, cujo príncipe é conhecido por aqui por ter noivado uma das beldades da passarela brasileira, a top baiana Adriana Lima (casada atualmente com o jogador de basquete sérvio Marko Jaric). "Por conta da alta exposição desse nosso produto na mídia, levando um número grande de pessoas físicas a se interessarem, tivemos que suspender o aluguel do pequeno país, pois nosso foco é o mundo corporativo", conta Schwärzler. 
Informações: IG - 
Márcia Pereira, especial para o iG

Um comentário:

calrissa araujo disse...

Ola Gostaria de deixar aqui a minha dica. A private-homes.com aluga apartamentos mobiliados em Paris muito bem localizados.