quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Dicas para viajar com crianças






Primeira coisa é fazer as malas juntamente com as crianças, permita que elas ajudem, ouça os seus desejos, o que elas pretendem levar, arrume a caixinha de remédios explicando a elas cada um, e não deixe de colocar uma surpresa, como livros ou jogos.


Ao sair de casa coloque no bolsos dela a identificação, tipo sanguíneo e o telefone de alguém da família que ficou no local de origem. Sempre explicando a criança o porque das suas atitudes.


Lembre-se que viagens longas causam desconforto, tédio e desgaste nas crianças, mas se não houver outro jeito, faça paradas a cada duas ou três horas. Vencer a estrada rápido para curtir o destino por mais tempo não é boa idéia quando há crianças no carro.
O mais importante durante o percurso é manter as crianças distraídas. Veja a seguir alguns jogos que podem ser feitos durante o percurso.
Jogo das letras
Escolha qualquer letra do alfabeto. Depois peça às crianças que encontrem três palavras - como marca de carro, comida e nome de animal - com a letra em questão. Quem disser as palavras mais rápido ganha o direito de escolher quem vai definir a letra e os assuntos para a próxima rodada.
Jogo da contagem
Uma sugestão para as crianças que já sabem os números é pedir para que elas contem os animais vistos ao longo do percurso ou outros elementos como orelhões ou carros de uma determinada cor.
CDs e livros
A dica serve não apenas para a viagem propriamente dita, mas também para ser usada durante a estada no destino. Leve um ou dois dos brinquedos prediletos da criança, um ou dois livros, CDs, revistinhas de atividades, um caderno de desenho e canetinhas. Não ofereça tudo ao mesmo tempo, vá liberando aos poucos para que elas não se desinteressem logo.
Alimentação
Para garantir uma alimentação saudável ao longo da viagem, leve frutas, água, suco e barras de cereal. Você não sabe que tipo de restaurantes ou lanchonetes vai encontrar no caminho.
Amigos
Viajar com amigos ou parentes com filhos mais ou menos da mesma idade é uma boa idéia. Em turma, as crianças se divertem mais e demandam menos dos adultos.
Documentos
Em viagens domésticas, basta levar o documento de identidade e a carteira de motorista dos adultos e uma cópia autenticada da certidão de nascimento de cada criança.
Equipamento
Para viagens com bebês não é necessário levar objetos que normalmente se usa em casa. Para substituí-los, use o bom senso e seja prático. Você pode usar uma panela no lugar de esterilizador de mamadeira e uma piscininha inflável no lugar da banheira.
Farmácia
Leve sempre antitérmico, analgésico, anti-séptico, termômetro, pomada para picadas, curativo, repelente e filtro solar.
Rotina
Rotinas muito rígidas de alimentação e sono dificilmente se mantêm na estrada. Excitação e novidade fazem com que as crianças fiquem acordadas além da hora, praia e carro as cansam facilmente e elas dormem antes do tempo. Não se estresse tentando fazê-las seguir a rotina que elas têm em casa.
Revisão
Antes de colocar a família no carro, verifique motor, bateria, pneus (incluindo o estepe), rodas, freios, suspensão, lâmpadas, limpadores de pára-brisa, água, óleo, macaco, chave de roda e pisca-alerta. Veja ainda se a documentação do carro e o seguro estão em dias.
Segurança
A maneira certa de transportar crianças de até um ano ou 9 kg, no carro é em cadeirinhas apropriadas, instaladas de costas para o movimento (para evitar o efeito causado na cabeça pelo impacto frontal). Crianças de 9 kg a 18 kg devem ser transportadas na cadeirinha, instalada de frente para o movimento. De 18 kg a 36 kg, devem ir sentadas sobre um suporte de elevação, para que o cinto de segurança passe nos lugares corretos do corpo (no centro do ombro e não no pescoço, nos quadris e não no estômago). As travas das portas devem estar ativadas e as janelas, ficar quase totalmente fechadas.
Telefones
Leve os do pediatra, da seguradora do carro, da central de atendimento do plano de saúde e dos parentes mais próximos.
Vacina
Veja quais as vacinas aconselháveis de acordo com os locais de destino. Antes de viajar, ligue para o pediatra e peça orientação sobre como agir em situações previsíveis de acordo com o destino: dor de ouvido causada pela água do mar, problemas intestinais por causa de mudança na alimentação, etc. Aproveite para verificar se a criança está com as vacinas em dia. Se a visita regular ao dentista estiver próxima, agende para antes da viagem.


E Boa Viagem!!!
Fonte: Folha de São Paulo

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Coisas da Bahia


Foto: Marina Silva
"Alheios às consequências que o projeto orla pode trazer no futuro, poucas dezenas de barraqueiros transformam trechos das praias da capital baiana num mar de regalias, onde o que vale é conquistar banhistas e fazer dinheiro.
Barraca do Lôro, Praia do Flamengo, meio da tarde. Olhe ao redor e sinta, entre o aroma de um polvo na chapa e um salmão ao molho de alcaparras, um certo ar de escritório, ou até de lan house. A única barraca da orla soteropolitana com sistema de internet wi-fi (sem fio) copiou Copacabana para inovar por aqui.

Basta abrir o seu bloco de notas eletrônico e acessar e-mails, sites de pesquisa ou simplesmente bater papo com um amigo da Tailândia. Mesmo de férias, a psicóloga paulista Carina Dietrich não pode ficar off- line um dia sequer. “Preciso responder solicitações de pacientes”, explica.
Trocou o consultório pela praia. Entre um download e outro, um mergulho.O mais importante: o serviço é cortesia da casa, totalmente gratuito. “0800 Lôro”, brinca o gerente do estabelecimento, o argentino Diego Montoto.

Massoterapia, escola de kite surfe, apresentações artísticas, DJs e gastronomia sofisticada. Um desses “castelos da mordomia” à beira-mar tem nome de coquetel mexicano, mas seu diferencial é originário da terra do sol nascente.
O baiano, acostumado a beliscar pititingas e acarajés transbordado de vatapá, jamais imaginou um dia degustar , em plena praia, bolinhos de arroz cobertos de peixe cru.
Na barraca Marguerita, também em Praia do Flamengo, isso é possível. Num domingo de Verão, o sushiman Plínio Santos chega a fazer 400 temakis, os cones de algas que ameaçam a hegemonia dos tabuleiros. “Sucesso absoluto”, atesta o sempre simpático gerente, Gilson Melo.
Há os que dizem que o tipo de comida não combina com o sol ardente e a areia. Na dúvida, a cearense Mara Piscuoglio aprova: “O bom das barracas da Bahia é que cada uma faz do seu jeito. Se padronizar perde a graça”.
TEMPO REAL A alguns quilômetros dali, em Vilas do Atlântico, uma barraca de praia usa a tecnologia para revolucionar o jeito de tratar a clientela. Em parceria com a operadora de celular Vivo, a Odoyá coloca na internet imagens do ambiente confortável e estruturado.
Em tempo real, pelo telefone, o cliente sabe se o estabelecimento está bem frequentado. A mesma Odoyá é conhecida pelo atendimento rápido. Isso porque, através de walkie- talkies, os garçons podem se comunicar com o gerente e com a equipe da cozinha.
‘Points’ apostam na noite A iniciativa é praticamente única entre as mais de quatro centenas de barracas de praia de Salvador. Além de massoterapia e apresentação de DJs profissionais durante o dia, a Cancun Beach, em Praia do Flamengo, tenta criar uma cultura que nunca existiu na capital baiana: a de frequentar as praias à noite.
Das 17h à meia-noite, as portas ficam abertas para os clientes desfrutarem dos serviços e de uma comida variada, especialmente baseada na culinária mexicana.
O serviço noturno teria sido uma solicitação dos próprios moradores. “O pessoal daqui do Flamengo reclama da falta de restaurantes e bares interessantes. Aí resolvemos investir”, diz um dos sócios do estabelecimento, Silvio Ferreira.
Há outras iniciativas de invadir o turno da noite. Com a já tradicional música ao vivo, a Barraca Juvená, em Itapuã, permite que seus clientes desfrutem de um pôr- do-sol ao som de covers de Chico Buarque, Djavan e Vinícius de Moraes. Até as 20h, ainda há banhistas no local. “Proporcionamos um verdadeiro orgasmo astral”, diz o místico Juvená, com a barba volumosa e ar profético.
Conforto na alma da Barra À frente está o mar da Baía de Todos os Santos. Ao redor, vendedores dispostos a fazer com que você não precise sequer se mexer para desfrutar o ambiente. Não há barracas, mas há boa vontade.
A necessidade de os ambulantes ganharem um trocado faz Porto da Barra uma das melhores do mundo no quesito serviços. Os que frequentam o lugar não trocam o Porto por nenhuma regalia das megaestruturas.
Para tomar um banho de água salgada não é preciso sequer entrar no mar. Os famosos regadores do Porto dão a ilusão de que se está no paraíso. “Isso aqui é um sonho. Se o céu é assim, para mim está bom”, diz o advogado gaúcho Bruno Cerqueira, 33.
Desfruta de uma cadeira e de um sombreiro disponibilizados pelos vendedores. “Aqui, antes do cliente pedir, a gente já está oferecendo. Serviço bom tem que ser assim”, diz o vendedor Evandro Santos Gonçalves, o “Boneco”, dez dos seus 40 anos vividos no Porto, onde oferece aos clientes um cardápio etílico composto por cerveja gelada, caipirinha e roskas de vários sabores."
(Notícia publicada na edição de 14/02/2009 do CORREIO)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dicas para o Carnaval de Salvador


Uma grande amiga está indo a primeira vez à Salvador e me pediu dicas. Está indo passar o carnaval, é bom ressaltar que nessa época a Cidade se transforma; a sua face, cheiro, tudo está envolvido pela magia da festa.
Mesmo aquelas pessoas que saem da cidade nesse período, não deixam de se contagiar.
São os últimos lançamentos musicais que cantam toda hora nas rádios, outdoor’s em todos os lugares com propagandas de ensaios, blocos, camarotes, nos shopping’s todas as vitrines estão decoradas com motivos da festa, sem falar na cidade - ela se prepara para lhe receber, é uma festa coletiva que pensa no seu bem estar, é o poder público, empresários, artistas e o povo, todos unidos para lhe receber, acredite nisso, para lhe receber..... ahhhhhhhhhh a cidade.....:
“Nessa cidade todo mundo é d’Oxum,
Homem, menino, menina, mulher,
Toda essa gente irradia magia
Presente na água doce
Presente na água salgada
E toda Cidade brilhar
Seja tenente ou filho de pescador
Ou importante Desembargador
Se der presente é tudo uma coisa só
A força que mora n’água
Não faz distinção de cor
“E toda a Cidade é d’Oxum...”.
Primeira lição: aprenda essa música que é adotada pelos baianos como o hino da cidade, o autor é o Cantor e Compositor Jerônimo, uns dos maiores tradutores da baianidade, e esse ano merecidamente é o Rei Momo do carnaval.
Logo quando você chegar, irá atravessar um túnel de bambu que irá lhe levar a Terra de Todos os Santos. Se puder vá comer um acarajé em Itapoã, em Cira, vá logo do aeroporto.
Agora seguem as dicas:
Igreja do Bonfim;
Solar do Unhão e o Museu de Arte Moderna (imperdível);
Farol da Barra;
Elevador Lacerda;
Mercado Modelo;
Marina;
Pelourinho com entrada na Igreja de São Francisco e a Casa Jorge Amado;
Comer uma moqueca de preferência no Restaurante de Dada ou no Iemanjá;
Sorvete da Ribeira;
Forte de Monte Serrat;
Caranguejo na Cabana da Cely;
Barraca do Loro na Praia de Aleluia;
Banho de Mar no Porto da Barra;
Ir de Fery-boat para ilha de Itaparica;
Passar um dia na Praia do Forte;
Beco de Tia Célia na Av. Vasco da Gama comer qualquer coisa, tudo lá é maravilhoso, especialmente o Sarapatel;
Ir na Perine comer pãozinho;
Shopping Barra como um kibe no Califa´s e uma bomba de chocolate na Perine;
Shopping Salvador e não deixe de ir a loja MITO com certeza você irá sair de lá com alguma coisa muito especial;
Tomar mingau de Tapioca, pode ser na Perine;
No mais curtir o carnaval com tudo que Salvador oferece, porém, o mais importante será sem dúvida a alegria e o amor que a cidade e as pessoas vão lhe receber como falei no início lembra? E quando chegar a hora de ir embora você se lembrará disso: o que a Bahia tem? SEU POVO!!!. Boa Viagem!!!
* A foto é do Solar do Unhão, uns dos meus cantos preferidos em Salvador.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

"Turma do Dendê no Sangue"

Segue Roteiro:
"A primeira coisa que um (a) “Dendê no Sangue” faz quando chega a Salvador é aproximar-se de uma mãe-de-santo famosa, ir a um terreiro de candomblé, e mostrar-se simpático (a) a esse culto, embora, pouco distinga o que seja um orixá ou um santo católico. Isso é o de menos, pois, se a baianada entende que Senhor do Bonfim é Oxalá e vice-versa, um (a) “dendê”, de imediato, versa sobre a matéria com desenvoltura. O segundo passo é usar a fitinha do Senhor do Bonfim nos pulsos, frequentar o Soho e os rega-bofes das promotoras de eventos, tirar fotos para Caras e Contigo, badalar o quanto for possível, obviamente, sempre destacando o amor pela cidade, “essa terra maravilhosa”, “terra encantadora”,”terra da diversidade cultural”, e por aí seguem dizendo, inclusive, que vão morar na Bahia, isso e aquilo, fazer investimentos, comprar solares e assim por diante. A propósito, quem estiver mesmo a fim de comprar um belo solar (Santo Antonio), no corredor do Carmo, o artista plástico e produtor cultural Dimitri Ganzelevitch está vendendo o seu por um preço justo. Então, quem sabe, pode ser que um “Dendê” se interesse por ele. O terceiro momento do (a) “Dendê” é conhecer a Timbalada de Carlinhos Brown, agora no Museu du Ritmo, mostrar intimidade com os tambores, sacolejar as cadeiras, pintar o rosto e os braços à moda timbaleiro (seios não, porque pra ver os seios de uma “Dendê” tem que falar com seu produtor e isso envolve grana) e dar entrevistas na TV, sair fotos nas colunas sociais, pedir a Mônica Bérgamo da Folha de São Paulo pelo amor de Deus para destacar sua foto e assim por diante. Finalmente, o orgasmo final é durante o Carnaval. Mas, nada no chão desfilando nos blocos ou acompanhando um afro na madrugada. A turma “Dendê no Sangue” frequenta camarotes, de preferência no momento em que a TV estiver levando ao ar matérias nacionais, se transporta de helicóptero, se hospeda em hotel chic, e só está na folia naqueles momentos estratégicos. Passar na saída do Ilê Aiyê só se for pra ficar no balcão da casa da Mãe Hilda, no máximo. Subir a ladeira do Curuzu acompanhando a bateria com aqueles “negões” tocando tambor nem pensar. Um (a) “Dendê” é chic e chic morrerá. Pés no asfalto só na Marquês de Sapucaí. E veja lá. Melhor lugar mesmo é no Camarote da Brahma. Na Marquês de Leão atrás da Banda do Habeas Copus só a turma da baianada do dendê original. Agora, no Camarote da Daniela Mercury vai sim porque é vip, é sensacional, é Mastercard, só tem gente bonita, tem a Band, a Record, a Globo. Opa! Sair uma pontinha na Globo nacional é a glória. Daniela inclusive é o máximo porque ela é vip e povão ao mesmo tempo. Este ano, inclusive promete um candomblé eletrônico na avenida. Deve ser para acordar Olodumaré e deixar filhas-de-santo surdas. Na Província ou terra de cego quem tem olho é rei. E a “Turma do Dendê” adora essas invencionices, essa “criatividade” baiana, Zombali-no, Dalila carregada por negões, e viva a Bahia e até o Carnaval de 2010. Procure um (a) “Dendê” na missa. Quem achar leva um prêmio."Tasso Franco - Tribuna da Bahia

Nosso Comentário

A energia da Bahia está em tudo que Tasso se referiu brilhantemente, nas fitinhas do Senhor do Bonfim, nos atabaques, nos tererês, nas igrejas e ladeiras. Não tem quem vá a Terra de Todos os Santos e não se deixe contagiar pelo Dendê, ele entra no sangue e no coração!
É bom que se deixe claro que existem 2 Turmas do Dendê no sangue: aquela da baianada, verdadeira, original e a turma daqueles que querem ser mas apenas conseguem copiar superficialmente, que é esse modelo que o Jornalista faz uma maior referência. Porém, a força do Dendê e da baianidade é o que contagia mesmo distante e fora do foco.
Eliane

FOTOS:Alex Curvello: Dendê correndo da veia;Family ACM maior representação da "Baianada Verdadeira - ACM, ACM Junior e ACM Neto;Turma do mais puro Dendê: Dorival Cayme, Caetano Veloso, Lázaro Ramos, André Curvello, Fátima Curvello, Duda Ribeiro (do elenco da peça D. Flor e seus 2 maridos).. e mais, Tereza Coelho que respira e transpira Dendê no sangue!!Picoleishon e Daniela Mercury: Turma do Dendê Verdadeiro do povão;Lilica Curvello é Dendê no Sangue Original com Cristiane Torlone, Bruno de Luca e Suzana Vieira, a verdadeira mistura.....Dendês no Sangue: Débora e Marcos na Igreja do Bonfim, Alex e Turma, Lilica, Duda Ribeiro, Carol Castro, Eliane e Cyntia,Wendel, todos: Dendê no Sangue Puríssimo hahahahahahahahah e aja Dendê !!!!!!Wendel, Analú, Luan e Cyntia Suedde, desembarcando em Salvador - na Revista da Gol - e Rodrigo, Luciano, Alex e Juliana hahahahahahahahahahahahaha e vamos seguir o Roteiro Dendê no Sangue!!!! É Maraaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!! hahahahahahahaha








































































































































































quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Kukukaia e a ONG AVOANTE
























Fotos da abertura da ONG AVOANTE no Kukuakaia
André os jovens e berimbau.
Participei de um momento de comemoração especial e de uma conquista muito grande para o Kukukaia, a criação da ONG Avoante.
O desenvolvimento de um trabalho desse porte é de uma dimensão incalculável, através da atitude e de ações partida dos proprietários da casa de eventos e shows culturais, irá acontecer um processo de trasformação social.
É a integração da comunidade em atividades que verdadeiramente conseguem envolver os jovens em um processo de aprendizagem e, o mais importante a valorização do ser humano, melhorando significativamente a qualidade de vida das pessoas envolvidas.
E assim minimizando e até extinguindo dificuldades e riscos desses jovens, uma ação conjunta de mãos dadas com as pessoas e com a arte, que vai muito além do conhecimento.
A arte possibilita um processo de transformação contínuo.
Toda essa prática partida de uma empresa privada vemos que ainda existem pessoas que não pensam só no lucro, que se diferenciam desse sistema que corrompe cada dia mais as pessoas.
Falo em fraternidade, respeito, consideração, valores que hoje se confundem nos interesses pessoais de cada um.
O Kukukaia está promovendo uma mudança de atitudes que muitas empresas deveriam seguir.
Prova concreta de que a educação de qualidade não deve nem precisa ser apenas tarefa dos governos, a sociedade civil pode ser uma grande ponte.
Ponte essa é a palavra, ligação, união, e é nesse universo que o Kukukaia com a ONG Avoante irá trabalhar com arte; capoeira, música, dança, contação de histórias, educação ambiental, ultrapassará limites da educação formal, irá educar para o mundo onde os jovens serão os proprios autores e atores de ações heróicas de seu cotidiano.
Muda a realidade e tira a falta de eperança, as drogas, a violência e irá colorir o mundo de cada um com arte, possibilidades, afetividade e alegria.
Não posso finalizar sem parabenizar o Kukukaia, pela aquisição de uma grande pessoa para estar na frente da ONG, é o Educador Social: André.
Falo em pessoa e não profissional. Porque André é isso: humano. O seu SER vem antes.
Possuidor de valores internos que derrubam muros, criam habilidades para valorização dos jovens no intuíto que sejam sujeitos da própria história. Irá fazer uma revolução do bem, da paz, através da arte.
Parabéns a todos.
Isso é uma prova que tempos melhores sempre chegam. É só acreditar.
Eliane

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Saudades de Eduardo Logullo

A Malhação é uma programação voltada para os jovens e adolescentes, e escolheu a Praia de Canoa Quebrada para filmagem de um festival de música que foi ao ar mais de uma semana na Rede Globo.
Uma pena... o que vimos foi uma completa destruição de tradições, costumes e do cotidiano do lugar.
A verdade não existiu.
Foi mostrada uma Canoa Quebrada ilusória.
Filmaram uma quermesse que não acontece. Os artesanatos não são comercializados em quermesse ou em feiras como foi mostrado.
Quem assistiu só viu de verdade a paisagem. Os hábitos são outros.
Não foi mostrado a Broadway, a maior atração do lugar, que é uma rua cheia de bares, restaurantes, lojas.
O Beach Park apareceu como se fosse muito próximo a Canoa Quebrada, o que não é verdade. E para piorar a cena os jovens subiram as falésias revelando uma atitude completamente irresponsável com o meio ambiente.
O que mais incomoda é a falta de voz de alguém do lugar, será que não houve orientação?
Ou será que pelo fato de Canoa Quebrada ser divulgada em rede nacional deixa as pessoas cegas e subservientes as normas ditadas pela emissora?
Nós que estudamos, pesquisamos o turismo, ficamos indignados.
Foi perdida uma grande oportunidade de mostrar a realidade.
A realidade dos pescadores que deixaram seu ofício para se empregar de garçom, das meninas que não querem mais aprender o labirinto porque se deslumbram com os estrangeiros que chegam ao lugar oferecendo ilusões.
Das pessoas trabalhadoras e criativas que vendem seu artesanato na praia, a irreverência do Jegue’s Bar, um burro todo enfeitado que vende caipiroscas de todas as frutas pela praia.
Dos sonhos das pessoas do lugar que vêem no turismo uma oportunidade de melhora de vida, e de como está a vida deles depois da chegada da atividade.
De pessoas que chegaram para passar um final de semana e hoje moram lá.
O que se viu foi uma maquiagem muito borrada na face de Canoa Quebrada.
Tenho saudade do meu amigo, Eduardo Logullo, que certa vez ao chegar no Ceará para filmar o programa: O Brasil é aqui - GNT/Globo - mandou uma lista de exigências:
Não queria filmagens em barracas de praia que possuem cadeiras de plásticos patrocinadas por cervejarias, e sim madeira e carnaúba;·
Exigiu o centro da cidade, Praça do Ferreira, Cine São Luis, Teatro José de Alencar;·
Antes de ir a Canoa Quebrada filmou na Rua Grande do Aracati;·
Filmou no Mercado do Pinhões;
Entre outras exigências coerentes com a realidade, sempre respeitando o lugar. Enfim, deu uma verdadeira aula de valorização das tradições e costumes e ficou para sempre na minha história e no meu coração.
Logullo eu te amo!!!!
Eliane










Eu e meu filho e o maravilhoso Jeg's Bar!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Transposição das águas do Rio São Francisco


Carta de Ciro Gomes para Letícia Sabatella

"Letícia, ando meio quieto por estes tempos, mas, ao ver você visitando o bispo em greve de fome no interior da Bahia, pensei que você deveria considerar algumas informações e reflexões. Poderia começar lhe falando de República, democracia, personalismo, messianismo…Mas, sendo você a pessoa especial que é, desnecessário. O projeto de integração de bacias do Rio São Francisco aos rios secos do Nordeste setentrional atingiu, depois de muitos debates e alguns aperfeiçoamentos, uma forma em que é possível afirmar que, ao beneficiar 12 milhões de pessoas da região mais pobre do país, não prejudicará rigorosamente nenhuma pessoa, qualquer que seja o ponto de vista que se queira considerar.Séria e bem intencionada como você é, Letícia, além de grande artista, peço-lhe paciência para ler os seguintes números: o Rio São Francisco tem uma vazão média de 3.850 metros cúbicos por SEGUNDO (!) e sua vazão mínima é de 1.850 metros cúbicos por SEGUNDO (!). Isto mesmo, a cada segundo de relógio, o Rio despeja no mar este imenso volume de água.O projeto de integração de bacia, equivocadamente chamado de transposição, pretende retirar do Rio no máximo 63 metros cúbicos por segundo.Na verdade, só se retirará este volume se o rio estiver botando uma cheia, o que acontece numa média de cada cinco anos. Este pequeno volume é suficiente para garantia do abastecimento humano de 12 milhões de pessoas.O rio tem sido agredido há 500 anos.Só agora começou o programa de sua revitalização, e é o único rio brasileiro com um programa como este graças ao pacto político necessário para viabilizar o projeto de integração. No semi arido do Nordeste setentrional, onde fui criado, a disponibilidade segura de água hoje é de apenas cerca de 550 metros cúbicos por pessoa, por ANO (!). E a sustentabilidade da vida humana pelos padrões da ONU é de que cada ser humano precisa de, no mínimo, 1.500 metros cúbicos de água por ano. Nosso povo lá, portanto, dispõe de apenas um terço da quantidade de água mínima necessária para sobreviver.
Não por acaso, creia, Letícia, é nesta região o endereço de origem de milhões de familias partidas pela migração.
Converse com os garçons, serventes de pedreiros ou com a maioria dos favelados do Rio e de São Paulo. Eles lhe darão testemunhos muito mais comoventes que o meu.
Tudo que estou lhe dizendo foi apurado em 4 anos de debates populares e discussões técnicas. Só na CNBB fui duas vezes debater o projeto. Apesar de convidado especialmente, o bispo Cappio não foi. Noutro debate por ele solicitado, depois da primeira greve de fome, no palácio do Planalto, ele também não foi. E, numa audiência com o presidente Lula, ele foi, mas disse ao presidente, depois de eu ter apresentado o projeto por mais de uma hora (ele calado o tempo inteiro), que não estava interessado em discutir o projeto, mas “um plano completo para o semiárido”.
As coisas em relação a este assunto estão assim: muitos milhões de pessoas no semiarido (vá lá ver agora o auge da estiagem) desejam ardorosamente este projeto,esperam por ele há séculos. Alguns poucos milhões concentrados nos estados ribeirinhos ao Rio não o querem. A maioria de muitos milhões de brasileiros fora da região está entre a perplexidade e a desinformação pura e simples. Como se deve proceder numa democracia republicana num caso como este? O conflito de interesses é inerente a uma sociedade tão brutalmente desigual quanto a nossa. Só o amor aos ritos democráticos, a compaixão genuína para entender e respeitar as demandas de todos e procurar equacioná-las com inteligência, respeito, tolerância, diálogo e respeito às instituições coletivas nos salvarão da selvageria que já é grande demais entre nós.
Por mais nobres que sejam seus motivos — e são, no mínimo, equivocados —, o bispo Cappio não tem direito de fazer a Nação de refém de sua ameaça de suicídio. Qualquer vida é preciosa demais para ser usada como termo autoritário, personalista e messiânico de constrangimento à República e a suas legítimas instituições.
Proponho a você, se posso, Letícia: vá ao bispo Cappio, rogue a ele que suspenda seu ato unilateral e que venha, ou mande aquele que lhe aconselha no assunto, fazer um debate num local público do Rio ou de São Paulo.
Imagine se um bispo a favor do projeto resolver entrar em greve de fome exigindo a pronta realização do projeto.
Quem nós escolheríamos para morrer? Isto evidencia a necessidade urgente deste debate fraterno e respeitoso.
Manda um abraço para os extraordinários e queridos Osmar Prado e Wagner Moura e, por favor, partilhe com eles esta cartinha. Patrícia tem meus telefones.”Um beijo fraterno do Ciro Gomes”
fonte: o globo.

RESPOSTA DE LETÍCIA SABATELLA

Caro deputado Ciro Gomes, Antes de visitar frei Luiz Cappio em Sobradinho, tinha conhecimento desse projeto da transposição de águas do Rio São Francisco, através da imprensa, e de duas conferências sobre o meio ambiente, das quais participei a convite de minha querida amiga, a ministra Marina Silva. Há alguns anos, quieta também, venho escutando pontos de vista diversos de ambientalistas, dos movimentos sociais, de nossa ministra do Meio Ambiente e refletindo junto com o Movimento Humanos Direitos (MHuD), do qual faço parte.
Acompanho a luta de povos indígenas e ribeirinhos, sempre tão ameaçados por projetos de grande porte, que visam a destinar grande poder para um pequeno grupo em troca de tanto prejuízo para esses povos, ao nosso patrimônio social, ambiental e cultural.Acredito que devam existir benefícios com a transposição, mas pergunto, deputado, quem realmente se beneficiará com esta obra: o povo necessitado do semiaacute;rido ou as grandes irrigações agrícolas e indústrias siderúrgicas? Afinal, a maior parte da água (bem comum do povo brasileiro) servirá para a produção agrícola e industrial de exportação e apenas 4% dessa água serão destinados ao consumo humano.
Sabendo do desgaste que historicamente vem sofrendo o rio, necessitado de efetiva revitalização, sabendo do custo elevado de uma obra que atravessará alguns decênios até ser concluída e em se tratando de interferir tão bruscamente no patrimônio ambiental, utilizando recursos públicos, por que razão, em sendo sua excelência deputado federal, este projeto não foi ampla e especificamente discutido e votado no Congresso? Por qual motivo essa obra tão “democrática” foi imposta como a única solução para resolver a questão da seca no semiaacute;rido, quando propostas alternativas, que descentralizam o poder sobre as águas, não foram levadas em consideração? No dia 19 de dezembro de 2007, o que presenciei na Praça dos Três Poderes, em Brasília, foi a insensibilidade do Poder Judiciário, a intransigência do Poder Executivo, e a omissão do Congresso Nacional. Será que não precisamos mesmo falar mais sobre democracia republicana, representativa? Ou melhor, praticar mais? Quanto ao gesto de frei Luiz, sinto que o senhor não age com justiça, quando não reconhece na ação do frei uma profunda nobreza. Sinto muito que o senhor ainda insista em desqualificálo. Por tê-lo conhecido e com ele conversado, participado de sua missa na Capela de São Francisco junto aos pobres, pude testemunhar sua alma amorosa e plena de compaixão humana, pastor de uma Igreja que mobiliza e não anestesia, que ajuda a conscientizar e formar cidadãos. Ele vive há mais de trinta anos entre ribeirinhos, indígenas, trabalhadores rurais, quilombolas e é por eles querido e respeitado.
Conhece profundamente as alternativas propostas pelos movimentos sociais, compostos por técnicos e estudiosos que há muitos anos pesquisam o semiaacute;rido. Uma dessas alternativas foi proposta pela Agência Nacional de Águas, com o Atlas do Nordeste, que foi objeto de seu debate com Roberto Malvezzi, da Comissão Pastoral da Terra, cuja honestidade intelectual o senhor publicamente enalteceu em seminário realizado na UFF. Ele mostrou que o projeto da ANA custaria R$ 3,3 bilhões, metade do custo da transposição, beneficiando com água potável 34 milhões de pessoas, abarcando nove estados: então, por que o governo não levou em consideração esta opção mais barata e mais abrangente? Infelizmente, caro deputado, Dom Cappio não exagerou quando decidiu fazer seu jejum e fortalecer suas orações para chamar a atenção de todos à realidade do povo nordestino. O governo do presidente Lula optou por um modelo de desenvolvimento neocolonial que, dando continuidade à tradição de realizar grandes obras para marcar seus mandatos, sacrifica o povo com o custo de seus empreendimentos, enquanto o que esperávamos deste governo era a prática de uma verdadeira democracia.
Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2007
Letícia Sabatella

Passagem da nossa história que merece ser registrado. Só o tempo irá dizer quem está certo.
Vamos aguardar.
Eliane

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Outra Realidade

"Um bando de gansos derrubou um avião nos EUA e o piloto heróico pousou a nave no Rio Hudson, salvando todos. No entanto, cinco dias depois, a empresa US Airways mandava para a casa de cada um dos sobreviventes um cheque de 5 mil dólares (12 mil reais), só pelo susto, embora não tivesse culpa por gansos voando nos céus. Já, aqui, os familiares dos mortos nos acidentes da Gol e da TAM continuam, até hoje, lutando por indenizações... "
Alex Ferraz - Tribuna da Bahia/Coluna em Tempo

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Feriados



Feriados 2009 - Brasil

01/01/09 quinta-feira Confraternização Universal

23/02/09 segunda-feira Carnaval

24/02/09 terça-feira Carnaval

10/04/09 sexta-feira Paixão de Cristo

21/04/09 terça-feira Tiradentes

01/05/09 sexta-feira Dia do Trabalho

11/06/09 quinta-feira Corpus Christi0

7/09/09 segunda-feira Independência do Brasil

12/10/09 segunda-feira Nossa Sra. Aparecida -Padroeira do Brasil

02/11/09 segunda-feira Finados

15/11/09 domingo Proclamação da República

20/11/09 sexta-feira Zumbi/Consciência Negra

25/12/09 sexta-feira NatalPois é, serão

8 Feriados na Seg/Sex
4 feriados nas terças e quintas

Total: 12 Feriados (em dia útil)

Com as emendas de feriados, são mais 4, ou seja, 16 ao todo.

Temos ainda 57 finais de semana, então são mais 114 dias (sábado e domingo).

E se você tem direito a 1 mes de férias, então são mais 30 dias.

Serão 205 dias de trabalho.

O restante vamos aproveitar para fazer Turismo, nem que seja em lugares próximos, ou conhecer os atrativos turísticos da nossa cidade que muitas vezes são desconhecidos.

APROVEITEM os 160 dias livres.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Jorge Amado por João Ubaldo


"Talvez pareça presunçoso eu querer falar no universo que foi e é Jorge Amado através de meu ponto de vista. Mas para falar na persona literária, política e social dele, haverá quem fale melhor do que eu. De especial no que tenho a dizer existe somente a amizade e o amor fraterno que nos uniu durante uns 40 anos e é disso que posso falar. Posso testemunhar sobre a grandeza e a generosidade de seu gênio. Pois o chamo de gênio, no sentido que esta palavra tinha antigamente, antes de enfraquecer-se pelo uso descomedido.
Quem mais, senão um gênio, teria criado toda uma nação, teria dado forma, expressão e identidade a uma terra e uma cultura como a Bahia, assim legando aos baianos e aos brasileiros em geral, pois a Bahia pertence a todos os brasileiros, um patrimônio inestimável? A Bahia não pode ser compreendida — e, por via de conseqüência, o Brasil não pode ser inteiramente compreendido — sem Jorge Amado e Dorival Caymmi, esse outro gênio de quem só podemos também ter orgulho. Dois fortíssimos pilares da cultura nacional residem na obra deles e, agora que eles já abriram caminho, tudo parece fácil e até óbvio. É como na história de um ignorante que foi assistir a uma apresentação de “Hamlet” e depois comentou, decepcionado, que não passava de um apanhado de lugares-comuns: ser ou não ser, eis a questão; o resto é silêncio; há algo de podre no Reino da Dinamarca; há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe sua filosofia; e assim por diante. A Bahia desabrochou sob as mãos de artesãos amorosos e de insuperável sensibilidade, como Jorge e Caymmi. Pela primeira vez os negros, os pobres, os humildes, os marginalizados foram trazidos maciçamente, através de uma singularíssima empatia e uma riqueza narrativa incomparável, para o proscênio das nossas artes — e nunca mais a cultura nacional foi a mesma.Nós aprendemos a nos menosprezar e vivemos treinando isso o tempo todo. Há quem não veja, quem não consiga quase glandularmente não ver, que Jorge Amado não foi um dos mais importantes escritores do Brasil, mas um dos maiores autores do século, sob todos os títulos, a começar pelo fato de que, para o mundo culto e, de certa forma, para o grande público de muitos países, praticamente encarnava o Brasil e bem poucos escritores podem aspirar a esse tipo de galardão. Ele, com altivez e dignidade, nos representava, era como um símbolo da afirmação nacional, era o nosso escritor.Mas isso tudo é e será visto, pois o patrimônio que Jorge nos deixou é perene e indelével, entrou na nossa alma, e a perspectiva histórica ainda lhe dará o relevo que efetivamente merece e que alguns ainda lhe negam, estreitando e tentando apequenar a estatura indestrutível de sua obra e sua vida, cujos ideais o levaram a quatro prisões, ao exílio e à incompreensão. Sempre disse que seu personagem era o povo e por isso, com mal-disfarçado desdém, há quem o chame de populista. Mas vá lá que fosse, ele mesmo não dava nenhuma pelota para isso, até gostava. Eu estava na Bahia para sua despedida e vi o povo nas ruas, aplaudindo seu escritor com emoção. Muitos entre eles nem lêem, mas todos sabem que perderam algo de muito importante, que felizmente viverá sempre na obra que aí está.Acabei me alongando mais do que queria, em seara que outros explorarão muito melhor do que eu. Queria mesmo falar sobre aquilo em que tenho autoridade: nossa amizade. Cacá Diegues disse à imprensa que nós todos somos produto do que ele inventou, queremos ser o projeto que sua obra representa para o Brasil. No avião em que voltávamos da Bahia, Caetano Veloso me disse a mesma coisa. Heródoto escreveu que o Egito é um dom do Nilo e nós somos um dom de Jorge. De minha parte, eu sei bem. Foi ele quem primeiro acreditou em mim, desde os meus 17 anos, foi ele que, me vendo registrar-me num hotel, olhou o item onde eu declarava timidamente que minha profissão era jornalista, pegou a ficha, rasgou-a e disse:— Jornalista é muito bom, mas não é o que você é. Bote aí “escritor”, você é escritor.Foi ele que me acompanhou durante todo esse tempo, enchendo minha bola onde quer que chegasse ou a que veículo de imprensa falasse. Foi ele quem me chamou a atenção, sempre carinhosamente, para meus erros, minhas decisões mal pensadas, até para meu descuido com a saúde. A sabedoria e o bem-querer com que sempre me orientou não me deixarão nunca, sou um privilegiado maiúsculo, com essa convivência acima de tudo enriquecedora e enobrecedora. Não posso avaliar tudo o que devo a Jorge, direta e indiretamente. Só sei que tenho saudades dele e das muitas horas que passamos juntos e sei que vou atravessar o resto da vida com estas saudades."
Texto publicado no jornal "O Globo", de 12/08/2001, onde João Ubaldo escreve aos domingos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Novos Tempos?


"Obama tem direito, sim, a ser um novo e incompetente Bush ou um novo e golpista Nixon. Sim, ele pode! Obama, ao contrário do que pensam alguns coleguinhas, pode ser, sim, um Collor americano, corrupto e devasso, pois já estão pesquisando as falcatruas de seus aliados em Illinois. Sim, ele pode! Obama pode ser mais paranóico que Truman e Reagan juntos e sair matando islamitas mundo afora. Sim, ele pode! E poderá ser o maior e mais justo líder da História. Sim, ele pode!
Obama é negro, mas é um ser humano. Será ótimo se for um presidente justo, honesto, pacifista, conciliador e competente no enfrentamento da crise econômica mundial que Bush criou e alimentou. Mas, se ele não conseguir, é apenas porque é um homem, como você e eu, leitor. Exigir de um ser humano que seja mais que humano só porque é negro, é racismo. Ra-cis-mo! Nós, negros, somos gente como Luther King ou Hitler. Nossos amigos nos amam, mas nossos inimigos, não. Tem dia que somos ótimos, mas tem dia que não. E daí?
Assistam
Só uma dica: quem quiser sentir como um ser humano pode ser um joguete no meio dos preconceitos, deve assistir “Gentleman’s Agreement”, com título em português “A Luz é para Todos”, filme feito em 1947, nos EUA, dirigido por Elia Kazan e estrelado por Gregory Peck e Celest Holm. Ganhou três Oscar. E está sendo exibido no canal Telecine Brasil, na Sky.
Bem, independentemente do que Obama faça ou deixe de fazer, uma coisa é certa: fosse Bush negro, mulato ou amarelo, o que ele fez e deixou de fazer é suficiente para caracterizá-lo como o presidente mais execrado dos Estados Unidos. E execrado pelos próprios americanos, em primeiro lugar. Basta dizer que George W.Bush assumiu o governo com os EUA nadando num superávit de US$ 2 trilhões e, agora, oito anos depois, deixa o país com um déficit de US$ 2,5 trilhões
O pior é que grande parte desse déficit tem a ver com as guerras trilionárias, melhor dizendo, as invasões do Afeganistão e do Iraque, para não falar no estouro da bolha imobiliária, embrião da atual crise financeira mundial.

.Mas não foi só isso. O governo de Bush caracterizou-se de forma infame pela exaltação da religiosidade em detrimento da cientificidade, inclusive no ensino nas escolas, nas quais, em alguns estados, a teoria de Darwin chegou a ser proibida, substituída por “Adão e Eva” da Bíblia.
Fuga de cérebros
Essa ridícula posição do governo Bush causou aos EUA um prejuízo talvez muito maior do que o que pode ser mensurado em dólares: a fuga de cérebros. Dezenas, quiçá centenas, de cabeças pensantes (existem!) americanas deixaram o país, diante do obscurantismo que se instalou, numa espécie de Idade Média anacrônica, em pleno século XXI
Bush teve ainda o “mérito” de jogar o social no estrume.Negligenciou – ainda mais – o já pífio sistema de atendimento médico público americano (neste ponto, creiam, nosso SUS dá de dez a zero) e, de um modo geral, praticou uma política social típica dos que se acham “melhores” por serem brancos e ricos, discriminando de forma escandalosa os negros e pobres. Vide sua atuação ridícula no caso do furacão Katrina, que quase destruiu New Orleans.
Sem liberdade
Pior ainda: Bush, sob a desculpa de “combater o terrorismo”, foi responsável por um dos mais graves períodos de restrição à liberdade de expressão nos Estados Unidos, país que tem uma constituição secular, sucinta, onde a primeira emenda diz que não se admite qualquer restrição à liberdade de... Expressão! "
Alex Ferraz - Tribuna da Bahia - Coluna Em Tempo

domingo, 18 de janeiro de 2009

Alegria, Alegria
















Gerônimo é o Rei Momo do Carnaval 2009
Amei. Merecidamente o autor do Hino de Salvador: É D'Óxum. O melhor Rei Momo de todos os tempos!
Saudades da minha terra!!!





"A coroa do Rei Momo no Carnaval 2009 irá parar na cabeça do cantor e compositor Gerônimo. Escolhido por meio de votação na internet, o artista consagrado por sucessos como "É D'Oxum" e "Eu Sou Negão" desbancou concorrentes como Caetano Veloso, Carlinhos Brown e o pagodeiro Márcio Vitor, da banda Psirico.


Aos 55 anos e com a experiência de quem viu nascer o Axé Music na década de 80, Gerônimo garante que o reinado será bem-vindo na folia do próximo ano. Na primeira semana de janeiro, o Momo será apresentado em cerimônia formal ao prefeito João Henrique (PMDB).
Ainda surpreso com o resultado do pleito, vossa majestade já declarou amor aos súditos. “O Carnaval vai ter o rei que não é bufão. Vai ter um rei artista, um rei que protagonizou a história do Carnaval da Bahia e sempre fez a música negra que acabou sendo cantada também pelos brancos“, diz.
Os compromissos oficiais começam no início da festa, dia 19 de fevereiro, quando as chaves da cidades serão entregues pelo prefeitona Praça da Revolução, em Periperi. O presidente da Emtursa, Misael Tavares, adianta que três trios independentes no Carnaval serão comandados pelo cantor e sua banda."


Fonte: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1040650

sábado, 17 de janeiro de 2009

Uma ilusão chamada Dubai




"Alienação
Hebe Camargo e outras celebridades brasileiras deram pra fazer compras na “ilha da fantasia” chamada Dubai, um dos sete emirados árabes unidos. O que esta gente finge não saber é que Dubai, como todos os emirados do Golfo Pérsico, é uma ditadura que persegue as mulheres (as cidadãs destes países não têm nenhum direito civil e são vigiadas como prisioneiras), condena os homossexuais à prisão e tratam seus trabalhadores estrangeiros (a maior parte da mão-de-obra é estrangeira) como escravos. O que é que estes brasileiros – alienados, é claro - vão fazer num lugar desse?"
Alex Ferraz - Tribuna da Bahia - Coluna Em Tempo
Nosso Comentário:

Quando se fala em Dubai é tudo respladecente e extravagante. O lugar possui beleza e luxo. Está lá o único hotel 7 estrelas do mundo, está sendo contruído uma ilha artificial em forma de palmeira e também um arquipélago artificial com formato de mapa mundi.
Tudo é inovador e grandioso.
Porém por de trás de todo brilho e de tanto luxo, está a exploração da pobreza e das pessoas.
Quando os trabalhadores chegam em Dubai seu pasaporte é retido, e não é devolvido, assim os empregados ficam sem o direito de ir e vir, trabalham nas construções de 12 a 16 horas, recebem aproximadamente o valor equivalente a R$11,00 por dia, ficam num alojamento de péssimas condições, os galpões abrigam cerca de 560 homens com apenas um banheiro.
Trabalham numa temperatura que pode chegar a 55ºC . Acontecem aproximadamente 2 mortes por dia de trabalhadores, o número de acidentes é enorme, os hospitais estão lotados de operários, como trabalham sem segurança é comum: ensolação, acidentes por desconhecimento de manuseio de equipamaentos.
O que se vê é muita humilhação e escravidão.
É esse lugar que Alex Ferraz falou muito bem dos "alienados" ricos brasileiros estão indo se divertir, e fingem não saber, ou a alienação não permite que saibam que compactuam com a exploração que acontece.
Eliane
Fonte: documentário de uma equipe francesa exibido pela SIC Notícias
Canal Português

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Caminhos e Descaminhos do Turismo

Lugares onde o Turismo de Massa ainda não chegou. Onde ainda se desenvolve a pesca e agricultura de subsistência.



Não concordo quando a atividade turística é chamada de “indústria sem chaminés”.
A poluição do turismo não se dá através de chaminés, ela é silenciosa atinge a alma das pessoas e dos lugares. Desde quando a maioria dos lugares que é desenvolvida a atividade o lucro é que determina a formação da ocupação dos espaços.
Isso quer dizer que as formas de como as pessoas lidam com o seu lugar, com o ambiente em que nasceram de repente percebem-se estranhos, passam a conviver com o novo, com outras culturas e outras formas de vida, a ocupação se dá para fins econômicos com instalações de hotéis e resorts, sobretudo no litoral.
O turismo chega de maneira intensiva, apropia-se da paisagem e da natureza tudo que é possível é transformado em atrativo turístico e em mercadoria, desrespeitando atividades tradicionais como a pesca, agricultura e artesanato.
É um desenvolvimento - quando só visto pelo aspecto econômico - com o tempo empobrece a localidade, lhe tira o que há de melhor: sua identidade..
Cito um exemplo: em um resort litorâneo os donos de barracas de praia da redondeza não podem vender camarão aos hóspedes do resort, caso vendam o resort não permite que seus hóspedes frequentem as barracas, desviam, com preços infinitamente mais baratos, o camarão só pode ser consumido dentro do resort, e não são comprados nas mãos dos pescadores locais, compram de empresas que vendem o camarão já filetado e selecionado.
É um distanciamento das tradições, o espaço agora é habitado pelo capital e pelo lucro. Uma mudança de hábitos.
Inicialmente chegam com o mesmo discurso: a geração de emprego e renda. É uma falácia, os postos de trabalho estratégicos ficam geralmente com pessoas de fora do lugar, os moradores precisam se moldar a nova configuração vigente.
Na maioria das vezes uma desconstrução.
Não estou contra o turismo, nem sendo pessimista e sim realista. É nesse contexto que a maioria dos lugares que desenvolvem a atividade se encontra.
É preciso ouvir os moradores e a comunidade quando a atividade se apropria do lugar. É imperativo a união do poder público, privado, moradores e comunidades, para que aja uma articulação que beneficie a todos.
Pergunto: onde acontece essa articulação?
Geralmente em comunidade que desenvolvem o Turismo Comunitário, onde a comunidade consegue intervir no processo da turistificação. Assim consegue garantir o direito a terra.
O contrário quando o lado mercadológico do turismo é evidenciado acontece à desapropriação de comunidades litorâneas e degradação do meio ambiente.
A diferença do turismo convencional para o comunitário é que determina os caminhos e descaminhos da atividade.
O turismo convencional exerce um forte impacto aonde chega, acaba levando o destino turístico à exuastação. Acontece a desumanização das relações, todas as atividades são programadas e controladas com horário de saída e de chegada, o olhar do turista é guiado apenas pelo lucro.
É preciso alternativas, criar espaço dentro do turismo para uma relação harmoniosa com o lugar que a atividade explora.
O caminho do Turismo é a convivência respeitosa com as pessoas e o lugar que ele é desnvolvido.
Eliane

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Praça Japonesa

O Arquiteto Paisagista Salomão Nogueira - de gravata vermelha - desenvolveu o projeto da Praça Japonesa.

Fortaleza vai ganhar uma Praça Japonesa na Av. Beira Mar. A Prefeitura está de parabéns pela iniciativa. Há muito tempo que os grandes centros urbanos são carentes de espaços de lazer que não sejam privados, como parques, cinemas e shopping center’s, entre outras modalidades.
As Praças espaços usados para encontros, para a convivência social aos poucos estão se esvaziando, as pessoas estão perdendo o hábito do encontro, da conversa, de relacionar-se com o outro e com a cidade.
A Praça Japonesa trás de volta o lazer com qualidade de vida, mais ainda, irá atingir a todas as classes sociais, será um espaço para o povo, num lugar que já existe uma diversidade de pessoas freqüentando, agora irá propiciar uma satisfação pessoal e especial a todos e também aos visitantes e turistas.
“O lazer é um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se, de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se ou, ainda, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora, após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais”. (DUMAZEDIER, 2000, p.34)

De acordo com o filósofo Dumazedier o lazer acontece quando fazemos algo que não sejam as nossas obrigações cotidianas, quando nos livramos de qualquer compromisso. Apenas quando queremos o bem estar.

Porém o lazer é configurado na atualidade pelo computador, televisão, carro, jogos eletrônicos, são opções que incentivam a individualização e afasta as pessoas do convívio social.

É nesse contexto que chega a Praça Japonesa, Fortaleza além de emoldurar a sua paisagem irá oferecer aos moradores, visitantes e turistas um espaço onde as pessoas serão consumidores da paisagem e da natureza e não de mercadorias, como acontece na maioria das modalidades de lazer existentes.

Parabéns ao Arquiteto Salomão Nogueira.

Eliane Curvello

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Rio de Janeiro e Turismo







Inicialmente falo o obvio: o Rio de Janeiro continua lindo!
Isso é uma realidade. Podem existir balas perdidas, dengue, violência... Mas a sua beleza natural está lá. É um presente aos olhos de quem contempla.
Ser Turismologa num País com tantas belezas naturais, é uma dádiva. Possuímos oferta turística que causa inveja. E pessoas que dão uma “mãozinha” para ajudar nosso turismo.
O Rio de Janeiro precisa agradecer, e consequentemente o Brasil também. Afinal, o Rio passou a ser - e ainda é - o portão de entrada para os muitos turistas que chegam em nosso país.
Primeiramente agradecer a Deus. Todos os dias, pela beleza natural. Deus caprichou com todo esmero na sua criação: "Rio de Janeiro continua lindo e continua sendo..."
Talvez Deus já soubesse das mazelas sociais que viriam aí pensou: esta cidade precisa de muito mais beleza natural - foi mais generoso – deve ter sido para compensar a dor dos que ali iriam nascer morar e conviver com tantas injustiças.
Com certeza, deve ter sido isso! Ou então nós que estamos em outros lugares procuramos justificar tamanha beleza.
Saindo do Divino, vamos agradecer a D. João. O Rio sem D. João não seria o mesmo. Ainda com todos os privilégios da sua paisagem. Não seria o mesmo.
O Rio ganhou com a vinda de D. João: o Jardim Botânico, reurbanização, Biblioteca Nacional, Teatro Real, Imprensa Régia, Museu Nacional e de Belas Artes, Banco do Brasil. Toda estrutura para abrigar a família e a corte Real.
Quem ganhou com isso?
O Rio de Janeiro claro!
Somado a tudo isso foi a Capital Federal até 21 de abril de 1961.
Muitos privilégios em um só lugar!
Mas, ainda teve o Presidente Getúlio Vargas, que contribuiu muito para a consolidação do Rio de Janeiro como o estado de maior visibilidade do país.
Getúlio precisava do apoio da Igreja Católica para aproximá-lo ainda mais do povo. Desejava criar uma imagem de pai do Brasil. E aí... inaugurou o Cristo Redentor.
Isso mesmo minha gente! O Cristo Redentor foi criado nesse contexto, para aumentar a popularidade de Getúlio. Getúlio e Igreja Católica uma união imbatível!
Jogada de mestre!
E assim cria o maior símbolo de “proteção” aos brasileiros e principalmente dele próprio.
Os braços abertos do Cristo se estendem não só ao Rio de Janeiro e torna-se o cartão postal “oficial” do Brasil. Ele abraça todo o Brasil, mais ainda, representa o manto protetor de Getúlio.
Assim o Cristo Redentor e o Rio de Janeiro é divulgado nacional e internacionalmente.
Percebe-se que nosso turismo sempre foi manipulado. Criado de acordo com interesses maiores. E assim continua... criando simbologias e lugares.
E o nosso Rio de Janeiro" continua lindo e continua sendo!
Rio de Janeiro, Fevereiro e Março... alô, alô realengo....aquele abraço"!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

D. Canô e Cleo







Recebi uma sugestão de uma amiga: indicar o livro sobre as receitas de D. Canô.

Um pedido que é um prazer atender, mais que isso, pedir desculpas por ainda não ter colocado nada sobre o livro no blog.

Antes de falar do livro, quero falar da minha amiga, o nome dela é: Cleo.


Cleo é aquela amiga que todo mundo quer ter, clássica, elegante; aquela que sempre está bem, como se acabasse de sair do banho, leve, fresca, perfumada.

Mas todas essas qualidades estão também dentro dela. Ela transpira e irradia isso tudo. Aquela que tem uma sabedoria interior como uma fadinha das histórias de criança, aquela que fala suavemente sobre qualquer assunto.

Assim é Cleo, minha amiga que disse que sentia falta no blog do livro de D. Canô. Quem mais poderia ter uma sensibilidade dessa? Cleo claro!

Lembrar de D. Canô, é lembrar de família, de carinho, de aconchego, de sabedoria, de uma pessoa que sintetiza o verdadeiro valor de uma mãe: o amor incondicional.


O Livro "O sal é um Dom - Receitas de Mãe Canô", foi escrito por sua filha Mabel, traz receitas da Bahia, do Recôncavo. Vale a pena ler e mais ainda ter, tem receitas matavilhosas.

Como Bethânia disse: é o sal e o açúcar no ponto, assim é o livro e assim é Cleo.


Eliane

Itaparica


Aquele mar azul, aquele mar com cheiro de mar... Com barquinhos e pescadores... quase sem ondas...
A travessia acontece calma, a única coisa a fazer é contemplar...
Quando chegamos, o carro segue numa estrada e ainda continua o cheiro mar...
O lugar continua igual, as ruas, o mesmo calçamento...
O mar novamente...ahhhhhhhhhhhhhh o mar desse lugar...
As lanchas e escunas descansam majestosamente, respeitando o mar...
Andamos por ali sem pressa, sem questionamentos, sem nenhuma intenção de chegar a lugar algum...
Nunca vi mar mais bonito do que esse, desde a minha infância...
O mar que não assistiu a minha caminhada longe dele, mas ele está lá, toda vez que volto, está lá...
As suas águas são um registro de pessoas, de sonhos e vidas que por ali passam e ficam...
Ficar ali é simplesmente tudo que representa a paz...
E a cidade continua linda, num silêncio que é cúmplice da beleza, como se tivessem combinado...
O silêncio diz a paisagem: você continua bela que eu lhe protejo... daqueles sons terríveis que tem do lado de lá, aqueles barulhos que não falam nada...
Aqui eles não chegam...
Aqui só chegam aquelas pessoas que trazem alegrias, saudades, memórias, pessoas que vão lhe deixar mais bela...
E o mar as recebe de braços abertos...
Ele está lá...
Eu vou embora e ele fica...
Quando voltar ele vai estar lá, com sua cor inigualável e com o cheiro do mar que é o cheiro das nossas lembranças que vem do coração.
Eliane